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PNL aplicada ao Coaching e ao mentoring: O processo de mudança

16

dez - 2016

por Luiza Diniz

Quando abordamos o Coaching e o mentoring, falamos de um processo de mudança para um profissional de alta performance. Ser um profissional de alta performance envolve lidar bem com processos + pessoas e estar expandindo sua zona de conforto a todo momento. O Coaching está mais ligado a processos de gestão e resultados e o mentoring mais ligado à liderança (pessoas). Se o Coaching é um processo de orientação direta ligado a determinada meta, o mentoring trabalha o desenvolvimento do imenso potencial de cada pessoa.

Estamos falando de um processo de mudança através do Coaching e do mentoring e a pergunta é: Como a programação neurolinguística pode ajudar neste processo de mudança?

A Programação Neurolinguística, mais conhecida como PNL, surgiu na década de 70, tendo como precursores Richard Bandler e John Grinder.

Bandler estudava matemática na universidade da Califórnia em Santa Cruz, porém dedicava a maior parte do tempo a estudar computação. Mais tarde resolveu estudar psicologia, inspirado por um amigo de família que conhecia vários terapeutas em destaque na época. Ele descobriu, após acompanhar mais detalhadamente o trabalho de alguns destes terapeutas, que copiando e reproduzindo seus padrões de comportamento, era possível conseguir resultados positivos mesmo sem possuir uma qualificação como terapeuta. Também foi constatado que a mudança poderia ser gerada de forma rápida.

Grinder era professor de linguística e seu interesse em psicologia estava alinhado com o pressuposto básico da sua área de atuação: o de revelar o caminho oculto percorrido entre o pensamento e a ação.

Ambos tinham conhecimento em psicologia, linguística, neurologia, dentre outros assuntos relacionados ao comportamento humano. Bandler, com seu conhecimento em computação e experiência em modelar padrões de comportamento e Grinder, com suas habilidades linguísticas.

Decidiram fazer uma parceria para desenvolver um modelo de linguagem que pudesse resultar em mudanças. Há quem diga que John Grinder e Richard Bandler, fundadores da PNL, isolaram-se em uma cabana nas montanhas da Califórnia e fizeram-se a seguinte pergunta: “Como devemos chamar esse trabalho?” John Grinder é lingüista. Richard Bandler, na época, era programador e matemático. Os dois vinham estudando o funcionamento da mente. Conseqüentemente, pensaram no nome Programação Neurolingüística, uma integração de todos esses elementos.

Dentre as várias definições de PNL que conheço, gosto de algumas, tais como:

  • Reprogramar de dentro para fora sua forma de pensar e suas atitudes.
  • Mudar o que as pessoas sentem através das palavras.
  • Dar as pessoas maior controle sobre suas mentes
  • É o manual de funcionamento do cérebro
  • Permite uma reengenharia do ser humano

Muitas programações no nosso cérebro nos limitam, pois, nós sentimos o que pensamos. Se queremos verdadeiramente uma mudança, precisamos mudar nosso diálogo interno. Quem é a pessoa com quem mais conversamos durante o dia? Nós mesmos.

Já percebeu que algumas pessoas possuem uma voz interior que as faz lembrar de momentos ruins? Se isto ocorre, mude a qualidade de sua voz interior. Imagine como se fosse o pato Donald falando com você, ou um comentarista esportivo, por exemplo. A voz interior perde sua credibilidade. O truque é o seguinte: Mude as imagens na sua mente e a maneira como você fala consigo mesmo para que se sinta bem.

Algumas pessoas adquirem a habilidade de armazenar lembranças que as levam à depressão, raiva ou outros sentimentos negativos. Por que escolhê-las quando você poderia escolher o prazer e a paz? O mesmo se aplica ao futuro. Por que se preocupar ou se frustrar com algo que ainda não aconteceu quando você poderia se sentir confiante e confortável? Você poderia optar por manter parte da preocupação sob a forma de interesse. Na verdade, você escolhe o estado desejado, em vez de ser escolhido por ele. Todos os nossos sentimentos estão baseados nas imagens que focalizamos na mente, e nos sons e sensações que vinculamos a essas imagens específicas. À medida que mudamos as imagens e sons, mudamos como nos sentimos a respeito.

Se estamos falando sobre mudança, precisamos também entender como nossas crenças possuem um papel fundamental em nossa vida.  Você deve acreditar que pode mudar !

Como não podemos a cada manhã enfrentarmos o mundo sem algum tipo de certeza, as crenças proporcionam esta certeza. São dois componentes intimamente ligados: Uma idéia e um sentimento de certeza que acompanha esta idéia. E uma convicção muito forte sobre determinada questão.

Dessa forma suas crenças agem como profecias que se concretizam. Você age de forma a provar a si mesmo a validade e o valor de suas crenças. Portanto, se suas crenças forem limitadoras, você limitará seu desempenho, provando ser verdadeira a crença. Com o passar do tempo, as crenças tornam-se cada vez mais arraigadas à medida que você continua a vivê- las a cada dia. Observe que as crenças condicionam nossa comunicação interna.

Posso citar uma história em que dois amigos estão no ônibus e de repente uma pedra é atirada de fora e atinge um deles. O primeiro sujeito que não foi atingido diz: “Não temos sorte mesmo, estamos atrasados para o trabalho e ainda acontece isso”. O segundo sujeito, com um sorriso no rosto diz: “Sorte que consegui cabecear a pedra e salvar aquela velhinha que está do nosso lado, sou um herói”. A maneira como você interpreta a situação é decorrente a sua estrutura interna, e esta determinará qual será a reação gerada.

Não decidimos no que vamos acreditar, pois este processo é realizado através de experiências que desencadeiam benefícios ou prejuízos. Não possuímos um filtro que possa classificar “isso é bom de acreditar” ou “isso não é bom de acreditar”, o que acontece ao nosso redor é apenas registrado e armazenado na memória. Não há um limite de quantas experiências formarão uma crença, mas sim, da intensidade emocional que será experimentada. Por exemplo, se andar dez vezes de patins sem cair, irá criar a crença que não irá cair, porém, se sofrer um queda grave na décima primeira, a crença mais forte que estará presente quando tentar novamente será a de que vai cair.

Você lembra do que queria ser quando era criança? O que dizia aos seus amigos, pais, avós? Nada parecia impossível, na realidade, não era porque você não conhecia essa palavra. Seus sonhos eram sustentados por uma crença tão intensa que contagiava os adultos que estavam ao seu redor, pois talvez, eles viam em você uma pequena amostra do que um dia foram.

Mas, o que acontece com algumas pessoas? Por algum motivo, à medida que foram crescendo, estes sonhos começaram a ficar com menos brilho, menos força, até ficarem guardados em um pequeno lugar dentro da memória. O espaço daquele sonho foi ocupado com “realidades” que lhe diziam que nada daquilo era possível, que não conseguiria realizar seus objetivos, que era difícil, e o mais triste e que algumas pessoas acreditaram nisso tudo sem questionar.

Então, estas pessoas passam a aceitar a vida empobrecida que conseguiram, achando que tudo aquilo era o máximo que poderiam ter. A simplicidade daquela criança foi trocada pela complicação de um homem adulto. É adequado citar a frase de Albert Schweitzer “a tragédia de um homem é o que morre dentro dele enquanto ele ainda está vivo”.

Você mora na cidade que desejou? Tem o trabalho que sonhou? Digamos que sua resposta seja “não”, mas o que deu errado? Muitos fatores podem ter influenciado para chegar onde está hoje, porém, a falta de acreditar que conseguiria foi um dos fatores mais importantes para esse resultado. Muitos dos seus sonhos ainda existem, porém não há crença suficiente que possam sustentá-los.

Sempre existe uma forma para conseguirmos o que desejamos, se você não tem os recursos no momento, pode pelo menos, conhecer as formas para poder acessá-los. Lembre-se de como era seu pensamento quando acreditava em algo que hoje não acredita, como era seu comportamento, o ambiente em que vivia, as coisas que superava, etc. Reviva essa lembrança para poder reviver sua crença, pois como diria Chico Xavier “embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”.

Nosso cérebro é algo tão maravilhoso e até o momento não sabemos ao certo como funciona. No entanto, estamos descobrindo aos poucos como essa fantástica máquina pode produzir resultados extraordinários quando o guiamos de maneira correta.

O segredo da mudança não está em querer renovar inteiramente a estrutura da organização ou mudar as pessoas que nos cercam, mas, sim em reprogramar de dentro para fora nossa forma de pensar e nossas atitudes. O sucesso vem de dentro e nossa real mudança é saber que seu cérebro, seu modo de pensar e de encarar a vida dependem, exclusivamente, de você.

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